"A cooperação no setor nuclear é um pilar da relação estratégica e isso é compreendido pelos dois lados. Temos a intenção de manter e reforçar esta cooperação com a Argentina", declarou Amorim ao jornal Clarín.
Segundo o ministro brasileiro, "a cooperação não só se refere à Agência Brasil-Argentina de Contabilidade e Controle de material nuclear". "Incluímos também projetos produtivos", acrescentou.
"Se quisermos uma relação estratégica, há setores nos quais devem ser realizadas ações conjuntas. Já começamos com projetos no setor espacial. Mas o nuclear é fundamental, no que diz respeito à tecnologia e à transparência mútua deste", explicou o ministro.
Os comentários de Amorim foram feitos no momento em que o Brasil participa das discussões relacionadas com o polêmico programa nuclear de Teerã, que mantém uma tensa relação com a Argentina depois que a justiça deste país acusou autoridades iranianas de terem participado do atentado contra uma associação judaica de Buenos Aires em 1994, que deixou 85 mortos.
O chanceler brasileiro disse que compreende "os receios que a Argentina tem pela história recente", mas assegurou que o Brasil "não tenta cooperar com o Irã no desenvolvimento nuclear".
"A questão é ajudar em um problema que afeta a paz mundial. Sem deixar de levar em consideração a importância da questão da Palestina, o que mais pode afetar a paz no mundo de imediato é o problema do projeto nuclear iraniano e a maneira como é visto no Ocidente", afirmou.





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