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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Acordo histórico que ajudou a superar a Guerra Fria está ameaçado

Acima o míssil balístico de curto alcance russo Iskander
As acusações do governo americano segundo as quais a Rússia transgride o acordo bilateral de destruição de mísseis de curto e médio alcance (INF na sigla em inglês) "podem empurrar" o Kremlin a "abandonar" um dos documentos básicos da arquitetura de segurança que serviu para superar a Guerra Fria.

É a opinião de Dmitri Trenin, diretor do Centro Carnegie em Moscou, que é especialista em assuntos militares e participou como oficial soviético das negociações de desarmamento entre a União Soviética e os EUA.

Trata-se do INF, pelo qual foram destruídos os arsenais de mísseis de curto e médio alcance no prazo de três anos. Assinado pelos presidentes Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev em dezembro de 1987 em Washington, ele foi considerado um sucesso histórico. As partes se comprometeram a não fabricar nem fazer testes ou situar em posição de combate os mísseis de curto (de 500 a mil quilômetros de raio) e médio alcance (de mil a 5.500 km).

Até junho de 1991, quando expirou o prazo para a destruição daqueles arsenais, desapareceram do mapa europeu 1.846 conjuntos de mísseis soviéticos e 846 americanos. Para denunciar o INF, as partes deveriam avisar com seis meses de antecedência e argumentar que seus interesses estavam ameaçados. Em diversas ocasiões os dirigentes russos mencionaram a possibilidade de sair do tratado em resposta aos planos dos EUA de montar um escudo antimísseis na Europa. Os russos também acusaram Washington de violar o acordo no âmbito dos testes para interceptar mísseis com o objetivo de ampliar o escudo.

O abandono do INF por parte da Rússia seria "um forte golpe psicológico para o sistema de segurança, e creio que a Europa o notaria", afirma Trenin. Os mísseis destruídos graças ao INF se destinavam a manter uma guerra no teatro europeu, onde se enfrentavam a Otan e o desaparecido Pacto de Varsóvia.

"Uma questão técnica complicada adquiriu agora caráter político", em virtude da colocação do governo americano à Rússia, diz Trenin. "Há tempo que o Congresso americano censurava seu governo por não dar atenção ao cumprimento do acordo de 1987", salienta. Os americanos acusavam a Rússia de fazer testes com mísseis supostamente incluídos nas categorias proibidas pelo tratado.

"A Rússia dava explicações que não eram aceitas pelos americanos, mas o governo desse país tinha uma atitude tranquila, enquanto o Congresso se mostrava mais duro", afirma Trenin. E acrescenta: "Na Rússia, faz tempo que se debate se esse acordo corresponde aos interesses nacionais, porque quando foi assinado só os EUA e a Rússia tinham esse tipo de míssil".

No entanto, hoje a situação mudou. "Os mísseis de curto e médio alcance podem ser mais importantes para a Rússia do que para os EUA", diz o especialista, e esclarece que "os EUA estão cercados de aliados em seu continente, mas a Rússia tem como vizinhos países como Coreia ou China, Estados que em determinadas circunstâncias podem criar problemas para sua segurança".

Por isso, acrescenta, "faz tempo que se fala em denunciar o acordo, já que não corresponde aos interesses nacionais". "Por outro lado, há quem argumente que esses mísseis são o único meio que a Rússia tem para alcançar alguns alvos do adversário, como poderiam ser acampamentos terroristas na Ásia Central ou no Afeganistão."

Entre os que consideraram a possibilidade de denunciar o INF está o chefe da Administração Presidencial e ex-ministro da Defesa Serguei Ivanov. "Quando falam em transgressão, os americanos querem dizer que suspeitam que um míssil com um alcance declarado de 490 quilômetros pode voar mais de 500, e portanto estar no grupo das armas proibidas", explica.

Embora as preocupações russas se baseiem na necessidade de ter um meio de ação contra "extremistas na Ásia Central ou no Afeganistão", o especialista não exclui que na Rússia possa haver partidários de "punir os europeus ou apontar contra eles com os mísseis", em resposta à solidariedade dos EUA com a Europa contra a Rússia. No entanto, apontar para a Europa não teria sentido, pois "destruiria as bases da segurança europeia e criaria uma ameaça muito forte sobre a Rússia".

4 comentários:

  1. De quem é a culpa deste tratado ser quebrado?
    É da Russia?
    Não, presidente Gorbachov, com sua boa vontade em querer interagir com a Europa e EUA.
    Primeiramente traído por Boris Welstyn, depois pela Europa e os EUA, que quebraram primeiramente o tratado assinado em 1990, expandido as tropas da OTAN, para a Europa Oriental e ainda mais colocando sistema de defesa aérea nos países que pertenciam a Russia, que tinha sido assinado entre União Soviética e Europeus e Americanos.

    Agora os EUA está reclamando, e ainda mais com toda certeza a Russia vai colocar misses nucleares em CUBA, a culpa é de quem?

    É da Russia?

    Veio a crise da Ucrânia, que todos sabemos, a culpa é de quem?
    É da Russia?

    E agora, que aguentem o tranco porque a Russia não vai recuar, essa eu conheço desde a crise dos Misseis em Cuba, ainda mais com o Putin no comando da nação.

    Agora com tudo isso o presidente Putin, poderá sim, tornar-se um ditador eterno até o fim de sua vida aqui na terra.
    Tudo indica que o caminho é esse.
    A culpa é de quem?
    É da Russia?

    Veio a Reunião dos BRICS, o homem sai daqui de volta para seu país, e lançam um missil que era para abater seu avião, mandaram errado em outro, erro de calculo por pouco o homem teria ido para o espaço terrestral, com honras militares e algo mais.
    A culpa é de quem é da Russia?

    Isso me lembra muito o assassinato do presidente Kenedy, que foi abafado pelo mesmo não ter autorizado a invasão de CUBA, por ter desobedecido a pressão dos falcões americanos morreu.
    Ninguem sabe quem foi?
    Depois veio o irmão de Kenedy, candidato a president dos EUA, morreu baleado em um hotel a mando de quem?
    Depois veio outro irmão do ex presidente Kenedy candidato a presidente dos EUA, ia morrer também, mas teve a felicidade de sofrer uma pressão terrível da família toda, ia morrer também, abdicou da candidatura e escapou..
    A culpa foi de quem?
    DA UNIÃO SOVIETICA?
    Não.

    Agora quiseram pegar o presidente Putin, mais para a verdade do que para mentira.
    A culpa é de quem?
    É da Russia?
    Na segunda guerra mundial, sendo os judeus dizimados pelos Alemães, os lideres dos judeus, pediram a Europa e EUA se não me engano, para atacarem os campos de concentração dos judeus, receberam como respostas conforme noticiário que não poderiam atacar porque seria pior se o fizessem.
    Veio a UNIÃO SOVIÉTICA, que os libertou quase que totalmente ,mas todos hoje observamos como Israel agradece aos Russos suas libertações.
    A culpa é de quem?
    É da Russia?

    Finalizando esse comentário a MENTIRA E MÁ INFORMAÇÃO DO OCIDENTE sobre a Russia, faz com que acreditem que toda a desgraça que ocorre ao redor do mundo é da Russia.

    SERÁ QUE TUDO ISSO É VERDADE?

    A culpa é de quem?
    É DA RUSSIA? É DA RUSSIA?

    Pobre da Russia, se não lutar pela sua sobrevivência energicamente, com toda certeza será assassinada pelos falcões e Europeus.

    VAMOS ANALISAR ESSA SITUAÇÃO CORRETAMENTE e sem preconceito para com a RUSSIA.

    A briga da Europa e dos EUA é pelo poder financeiro ,militar e político contra a Russia, é somente isso.

    Então todos nós iremos assistir e ver noticiários que a Russia sempre será culpada por todas a desgraças que ocorrem no mundo.

    Vamos todos ser inteligente colegas do mundo

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    Respostas
    1. Pois é... É tanta sujeira e como sempre a culpa é da Rússia.

      O fato é que os EUA sempre tem uma mão por trás de toda desgraça que acontecem nesse mundo, eles podem ter armas nucleares, energia atômica, atacar o país que bem entenderem e a falsa da ONU não faz nada para para-los. A par disso fica aqui um exemplo que não foi divulgado na imprensa de massa - A sabotagem de Chernobyl:

      http://agendaglobal21.wordpress.com/2011/06/14/acidente-de-chernobyl-sabotagem/


      NOTA:

      "Para ter uma ideia da amplitude e do nível universal desta conspiração, seria adequado a esta altura definir as metas decididas pelo Comitê dos 300 para a conquista e controle iminente deste mundo. É preciso ter uma compreensão bem clara de por que a energia nuclear é tão odiada no mundo todo, e por que é que o movimento pseudoteológico, fundado e financiado pelo Clube de Roma, foi convocado para travar guerra contra a energia nuclear. Com a energia nuclear que gera a eletricidade de uma forma barata e abundante, os países do Terceiro Mundo aos poucos ficariam independentes do auxílio exterior dos Estados Unidos e começariam a firmar a sua soberania. A energia nuclear é o segredo para tirar os países do Terceiro Mundo da sua condição retrógada, uma condição que o Comitê dos 300 ordenou que permanecesse.

      Menos auxilio estrangeiro significa menos controle dos recursos naturais de um país por parte do FMI, e a ideia das nações em desenvolvimento assumirem o controle do seu destino foi anátema para o Clube de Roma e o Comitê dos 300, que o dirige. Nós já virmos oposição ao uso da energia nuclear nos Estados Unidos ser usada com êxito para bloquear desenvolvimento industrial em conformidade com os planos de "Desenvolvimento Zero Pós-industrial" do Clube de Roma.

      Depender da ajuda dos Estados Unidos na verdade mantém os países estrangeiros subjugados ao Conselho das Relações Exteriores. o povo que deveria receber auxílio nesses países, recebe uma mínima parte do dinheiro, visto que normalmente acaba indo parar no bolso dos líderes do governo que permitem que a matéria-prima do país seja consumida desenfreadamente pelo FMI." - Hierarquia dos Conspiradores: O comitê dos 300

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  2. Michel
    postei um comentário longo no blog seu explicando toda a situação dessa crise, não foi aprovado o mesmo?, ali somente tem verdade nada é mentira ok.
    Vejo a Russia como uma vitima de seu próprio erro do passado através da UNIÃO SOVIÉTICA, que lhe passou algumas heranças malditas, o que é uma pena.

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  3. Todo império cai e um dia vai chegar a hora dos yankes.

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